A IMIGRAÇÃO ITALIANA III

4:03 PM



Segundo o sociólogo italiano Renzo M. Grosselli, a imigração italiana teve início no dia 03 de Janeiro de 1874, às 13:00 horas, do porto de Gênova, em um navio a vela, o "La Sofia", com a "Expedição Tabacchi" e com a fundação da Colônia Nova Trento, em Santa Cruz ao norte de Vitória. Iniciativa e empreendimento do trentino aqui radicado Pietro Tabacchi.

Com a revolta da Colônia Nova Trento, devida às cláusulas contratuais abusivas impostas pelo contraente, os imigrantes, em sua maioria trentinos, exigiram transferência para os núcleos coloniais mantidos pelo governo: Colônia Rio Novo e Colônia Santa Leopoldina, localizadas a sudoeste e a noroeste de Vitória. Outros imigrantes preferiram se deslocar para o Rio Grande do Sul.

Naquela época, muitos navios, por interesse de seus comandantes que tinham por destino os portos da região sul do Brasil, arbitrariamente obrigavam seus passageiros a desembarcarem em Benevente ou Itapemirim por puro interesse econômico. Isso acontecia por causa das chamadas quarentenas nos portos de destino, motivadas por epidemias. O comandante reduzia o percurso, e assim economizava despesas lucrando em benefício próprio. As muitas reminiscências de italianos que se fixaram no Espírito Santo contra a vontade, e que desembarcaram desta forma, contribuíram para a popularização das sesmarias e do atual município de Alfredo Chaves.


(Fonte: Luiz Carlos Ponzi - http://umpoucodehistoria.zip.net/ ).


Em 1870, com o fim da Guerra do Paraguai, o movimento abolicionista ganhou força no Brasil. Preocupado com a substituição da mão-de-obra escrava, o fazendeiro Pietro Tabachi, favorecendo-se do decreto 5295 do Governo Imperial de 31 de maio de 1873, fez intensa divulgação de oportunidades de trabalhos assalariados no Brasil em toda a região norte da Itália (Alta Itália) e parte da Austria.

Simultaneamente, o Governo Imperial resolveu dar continuidade à colonização da região sul do país. Para isso, o Imperador D. Pedro II celebrou, em 30 de junho de 1874, com o Sr. Joaquim Caetano Pinto Junior um contrato para trazer 100 mil imigrantes europeus ao sul do Brasil num período de 10 anos. A primeira viagem de imigrantes foi feita pela expedição Tabachi em 3 de janeiro de 1874, do porto de Genova na Itália. Vieram no navio a vela de bandeira francesa, La Sofia, 386 italianos que foram contratados para trabalhar nas terras particulares de Pietro Tabachi, colônia Nova Trento, em Santa Cruz no Espírito Santo. Estes imigrantes, ao sentirem-se enganados pelo Sr. Pietro, acabaram se dispersando em diversas colônias da região.

No dia 17 de abril de 1875, partia do porto de Havre na França, o navio francês Rivadávia, com a segunda leva de imigrantes da expedição Tabachi. A bordo do Rivadávia vieram 350 tiroleses, cuja lista de passageiros até hoje não foi encontrada. Estes imigrantes foram encaminhados para o Espírito Santo, onde fundaram com subsídios do Governo Imperial a colônia Santa Tereza.

(Fonte: http://www.briatore.net/?p=27).




Portos de saída da imigração para o Brasil


Em 1873, Pedro Tabachi já residia no Espírito Santo, no local chamado Pau Gigante (hoje Ibiraçú) quando foi encarregado de ir à Europa contratar imigrantes. Percorreu o norte da Itália e a parte da Áustria próxima. Em 12 de abril de 1875 Tabachi partiu de trem da Itália para a França conduzindo uma leva de imigrantes. No dia 17 embarcaram no Havre no vapor francês “Rivadavia”, chegando à Baia de Guanabara em 9 de maio.

Pela lei, fizeram a quarentena na Barra do Piraí. Voltaram ao RJ e, em um navio menor, vieram para Vitória. Depois, em canoas pelo rio Santa Maria, chegaram até a colônia Antonio Prado, que hoje é Santa Teresa. Eram 396 colonos, e esta foi a primeira imigração oficial de italianos no ES. Em 26 de junho de 1875 foi feito o sorteio dos lotes coloniais entre os pioneiros, razão pela qual este dia é celebrado como a data de aniversário do município. Outras levas de imigrantes vieram nos anos seguintes, e, em 1877, chegaram os primeiros alemães, suíços e poloneses.

(Fonte: TURESCARD).


Alguns livros que falam sobre as partidas de 1876/77 no entorno de Mattarello TN, comentam sobre o grande fluxo da imigração, pois foram anos em que os Prefeitos de algumas comunes foram acusados de estar recrutando imigrantes com destino principalmente ao Brasil e de os transportarem até os portos franceses as expensas públicas. Embora não se tenha referências , ao prefeito de Mattarello/TN, alguns outros prefeitos como os de Marco/TN (Giovanni Setti), assim como o prefeito de Mori/TN, de Vigolo Vattaro/TN, Segno, Prio e Dardine/TN, acompanharam colonos até Verona, para pagar-lhes a passagem até Le Havre. As partidas daquele porto eram sempre dia 1 e 16 do mês, no entanto o contratante Caetano Pinto já estava estabelecendo-se em Genova em 1877.

Pinto tinha um contrato para introduzir 20.000 imigrantes, somente no RS e 100.000 em todo o Brasil e devia estar se valendo de tudo quanto possível para fazê-lo. Tanto que mesmo nos dias em que Augusto Nardelli, da Cia. de Navegação Trento sediada em Verona era interrogado pela Policia Austríaca, auxiliada pela Italiana as partidas continuavam a se realizar.

A pena aos recrutadores não devia assustar pois não eram maior que 100 florins e caso não pagassem passavam 14 dias na prisão. Como Pinto recebia mais que o dobro da passagem por cada imigrante embarcado, dava para pagar tranquilamente pela fiança de seus recrutadores que pudessem ser presos.


2 Comentários:

Daniel disse...

gostaria de saber se possível informações sobre a família daré

Miguel disse...

Bom dia. Queria descobrir em qual vapor, data e com quem meu avô chegou ao Brasil. Ele nasceu na comuni di Tortorela, na Provincia di Salerno, em Regio di Campania. A vários anos tento identificar o nome de Michele Antonio Quagliano nas listas de imigrantes mais não consigo.

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